Nos últimos dois anos, o
Parlamento de Foz do Iguaçu, aprovou vários projetos, mas nem um destes
projetos teve uma consequência na vida dos trabalhadores assalariados e
desempregados de Foz, que pudesse ser entendido como uma justificativa real de
existência de um parlamento eleito pelo voto popular.
O adverso aconteceu, como má
consequência, quando do uso do parlamento eleito também e majoritariamente com
o voto popular, para abonar um horário acuado aos trabalhadores do mercado.
Outra situação foram as aprovações de projetos que levam ao desemprego, em nome
de um futuro além-mundo, na condição de um manto, para ocultar os reais
interesses de lucro.
Em dois anos, o Parlamento
de Foz, como perfil político da população, não incluiu em sua droga de pauta,
assuntos conexos à situação econômica de Foz do Iguaçu, mesmo a questão
“Industrial” e “Comercial” foi deixada de lado, não que não tenham acatado
projetos em “nome de”; de efeito e aparência como o “desenvolvimento Rural”,
“Industrial”, “Comercial”, etc., mas, sem efeitos reais no cotidiano pouco
persuasivo da “boa realidade de Foz”.
O Parlamento abafou várias
oportunidades de se manifestar enquanto Parlamento Político de mobilização
popular; de uso e abuso da imprensa local, dos Sindicatos e das diversas
Entidades Sociais, quando, por exemplo, não se manifestou abertamente a
respeito da “Estrada de Ferro” e dos benefícios reais que isto poderia trazer
ao povo trabalhador, que hoje vive premido pela incerteza de um trabalho
decente e se sujeita, a serviços desumanos, atrasados e anacrônicos.
Supõem-se que um Parlamento
Municipal tenha a condição, a dignidade, a sabedoria política, pelo menos, para
não temer, o encargo que ocupa, notadamente pelos votos que representa.
É uma vergonha para um
Município, das condições de Foz do Iguaçu, como tríplice fronteira, turismo,
ex-área de segurança nacional, perder seu tempo com projetos e moções inúteis;
que visam calendários e dias especiais, homenagens que deveriam ser discretas,
pessoais, estritas do Poder Executivo, para não ostentarem uma baldia afronta
aos próprios eleitores, que em regra circundam a maldita ponte a procura de
“patrões de muamba”, ou se engolem no tráfico, por conta da ilusão da
“riqueza”.
Como dizem, se fazer de tolo
é mais fácil. O mau presságio usa “Black Tie”* cria um mundo paralelo entre
riqueza para si e miséria para os outros e para conservá-la usa de recursos,
que invariavelmente dão um passo a frente e dois para trás; como é o caso do
grande nível de propaganda neste período eleitoral, aonde Foz aparece como “a
cidade mais assistencial do país”, contudo, nem uma só perspectiva real,
imediata, de trabalho permanente para o povo trabalhador assalariado, ao
contrário, a representação maior do Estado, a Assembleia do PR. caiu! Reflexo
dos municípios? Do povo político?(gravata preta)
Em l972 a l976, a grande discussão na Cidade de São Paulo, era com
relação à quantidade de empregos que deveriam ser gerados por ano, para que os
jovens tivessem oportunidade de trabalho. Neste período vinham para São Paulo,
brasileiros de todos os cantos do país.
Vivíamos sob um Regime Militar e para darem uma resposta social a
esta situação, de concentração populacional, o que exigia mais energia para
novas fábricas e bairros, o regime militar, aliando o útil ao agradável, fez
dois grandes projetos: um a Transamazônica, uma estrada que corta o Amazonas,
posteriormente abandonada, o outro projeto, foi a construção de uma Usina
Hidroelétrica no Estado do Paraná, a Itaipu.
Em 80 o capitalismo modifica os “modos de produção”, da “linha de
produção” para a Robótica. As fábricas podem ser menores e mais descentralizadas
e muitas migram para o interior do Estado de São Paulo. Este modelo de produção,
mais interiorizada (dentro do país),
tinha seus dias contados. O capitalismo requeria novas formas de relação entre
os mercados e para tanto um governo militar, centralizador, não respondia às necessidades econômicas da nova
conjuntura em franca crise terminal, pronta para sucumbir
junto com a economia socialista.
A circunstância da democracia foi
discutida, amparada e negociada pelos países ricos e de forma contraditória
apesar da liberdade política e da abertura de mercado, obrigou-se a restringir e
abortar as perspectivas de emancipação do proletariado nacional. Criou-se uma
linha imaginária, que concebia a exclusão social: a
miséria, sem salário, a pobreza, com salário mínimo e a classe média, mais de dois
salários.
O então, Ministro, depois Presidente, Fernando Henrique, comandou a
transição econômica, que permanece até hoje. As tentativas anteriores falharam.
Foram desastres econômicos, que até no presente, os prejudicados tentam se
recuperar.
A grande questão com relação ao senhor Fernando Henrique, ficou por
conta das privatizações. Justamente porque
saíamos de um regime nacionalista, de Estado Forte, para uma economia de
mercado e o Brasil devia muito ao FMI. A privatização
era o oposto de tudo o que tínhamos aprendido sobre nação, desde Getúlio. Mas
não havia outro recurso, ou isso, ou desemprego generalizado. O Brasil teria que
recomeçar, mas isso não seria possível com um Congresso Nacional, composto
essencialmente de fazendeiros e coronéis, o desastre
seria fatal para o trabalhador.
Na atualidade com o governo Luiz Inácio, as privatizações, o mercado, mudaram o curso, chegaram à
conclusão óbvia de que privatização é... quase sinônimo de provocação e pior,
imbecil, já que nada os impede de se associarem, na figura da empresa “Mista”, de forma bastante
vantajosa, aonde o Estado funciona como um Seguro, uma Garantia e muitos recursos.
GLOBALIZAÇÃO: O
SENTIMENTO DE ‘UNIDOS VENCEREMOS’
VAI ATÉ A PRIMEIRA CRISE MUNDIAL
As pessoas pensam em si mesmas. Perde a família, perde a igreja.
Muito normal dentro de um sistema competitivo e concorrente. Quando a pequena
burguesia se permitiu abrir a educação, o fez por pressão social natural,
demográfica e ainda a especialização do mercado: robótica, computadores,
máquinas modernas, etc.
Agora, para se distinguir, deste novo ‘lote’ de formandos ao nível
nacional e crescendo, cria outros títulos para si, bem mais realistas, mais
focados no poder e riqueza e nas empresas estatais e mistas, obviamente com
recursos retirados inclusive, daqueles, a quem muitas vezes, se utiliza, para
alavancarem seus projetos sociais, do tipo adote um
miserável...
Enquanto os novos intelectuais se deleitam nas escolas; a realidade,
bem menos complexa, continua sendo movida ao custo de salário mínimo, marmitas
requentadas, transporte precário, habitação gaiola, concentração populacional,
falta de esgoto, crimes com muitas oitavas acima, corrupção e muito medo de não
se dar bem, seja como for; até com guerra civil, por parte daqueles que
efetivamente ‘escolheram’ o lado escuro da força do sistema
econômico.
...Às vezes deixam escapar a sua verdade. Em um dos debates
políticos, o candidato enalteceu o ‘seu governo’ porque ele havia acabado com a
miséria, promovendo o infeliz a pobre e o pobre a classe média, com mais de dois
salários.
Esta parece ser a maior realização do país, em termos de Estado
distributivo. O que não deixa de ser uma competição, o “espírito do capital”.
Enquanto isso acontecia, os bancos enriqueciam numa curiosa relação de custeio
da miséria e investimentos estatais, no, “é dando que se
recebe”.
É certo dizer, que um Estado Nacionalista, tipo Milico, não tem
futuro, mas um Estado Capitalista também não. São coisas contraditórias: quando
um pensa em povo, o outro pensa em lucro sobre o
povo?
A conciliação que estamos assistindo neste final de governo e que
agrada o povo e que desagradou Fernando Henrique quando das privatizações e que
antes desagradava o povo, que agora se
agrada, é do capital e o Estado: o Estado continua auxiliando o Capital com
recursos, e associações, como a Petrobras e as empresas terceirizadas e o
Capital, auxilia o Estado com empregos.
Bem, os detalhes, com relação aos
trabalhadores e seus Sindicatos, dependem da situação econômica, da
concorrência, da luta de mercado, da oferta de mão de obra, se o mercado abre
aos sábados e domingos, tudo igual.
A herança do tempo da escravidão permanece latente, especialmente em
algumas regiões, um bom espírita, diria que os “espíritos das pessoas
sacrificadas” estão azucrinando a sociedade moderna. Tem certa verdade nisso.
Em Foz, Monsenhor Guilherme levantou a Santa Casa de Misericórdia,
quando Foz não tinha nem farmácia “Lopão (deus chinês)”. Segundo consta, o
Monsenhor foi penalizado, por conta da 2ª. Grande Guerra, por ser alemão. A
questão, como isso poderia acontecer a um homem que encontra uma cidade
primitiva e constrói um hospital? Só por isso bastaria sua vida, pelas
circunstâncias e a época. Mas, como disse um escritor de Foz: “a hora, era de
ficar calado”. ...Desaparecer, mesmo
sendo padre, mas homens dignos morrem só uma vez...
(Nietze).
A Santa Casa foi desativada no governo de Donald, abrindo o ciclo
daquilo, que remonta um antigo estigma, jamais solucionado. Como diz a Bíblia,
“uma porta se fecha, abrem outras”, todavia, é um ditado específico para os
filhos do Criador, não para objetos. No obstante, foi um dileto filho do Criador
que abriu a Santa Casa, como uma porta de abrigo para os outros filhos do
Criador e o homem fechou.
O mal na impossibilidade de vencer o bem, assim como o bem vencer o
mal, as coisas se equilibram: os benefícios reais na vida das pessoas, salário e
jornada dignos, são substituídos por instituições sociais. Os processos
produtivos do Estado geradores de emprego e renda são substituídos por bolsas,
doações do Estado, deste o governo de
Itamar.
As empresas privadas nacionais, médias e pequenas, são as alavancas
das pequenas cidades e do grande capital e sucumbem ao mal na relação com os
pequenos, pelo abuso, exploração, desprezo profissional, pela concorrência
predadora e destruidora, em cada município. Os mercados, e não os postos de
gasolina, hospitais, delegacias; os funcionários trabalham em regime de servidão
e a sociedade ‘moderna’ é conivente,
silente.
O sindicato da categoria reage da forma como sabe e pode. Entretanto,
é severamente reprimido pelos feitores e representantes patronais, que se quer
precisam aparecer, na contrapartida inauguram mais instituições, que bem ou mal,
representam empregos assalariados, subsidiados, em parte, pelo governo e rende
títulos e honras, que sacramentam a estabilidade da
função.
A “esquerda real” foi
substituída, por uma esquerda “leonina de direita” que aceita o jogo do poder
sem questionar. Os concursos públicos são de dois tipos, um é pago e arrecada
milhões e paga milhões para as gráficas internacionais, ou mistas; outro, o
concurso é gratuito, por ser um tipo de justificativa institucional, a empregos
especiais a pessoas seletas, segundo a concepção política, irremediavelmente, de
qualquer forma, fascista.
Foz elegerá algum candidato "nato" como Deputado Federal?
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CORRUPÇÃO EM FOZ: POLÍCIA FEDERAL JÁ TERIA COMPROVADO AUTENTICIDADE DE VÍDEO QUE SAIU NO TRIBUNA DA MASSA
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